segunda-feira, 16 de maio de 2011

Doce Bandido

Ah, doce bandido!
tiveras a convicção da beleza, tão negra!
Da volúpia ardente, que sangra! 
Nestas gotas, tu encantas
Quão amargas e sem sinais.
Teus lábios de puros gestos indiscretos,
usurpam meu corpo, mas a alma rejeita conquistar.
E se a mente tal coisa me revela, teu sorriso, me enterra...
Insensato... fingindo verdade, enganado estás!
Parecia tão sublime sentimento, mas opõe a jaz sequidão.
Regresso e escondido é meu sorriso 
tão mudo, insípido.
E tu, não ousa acalentar...  Bandido! 
 Tu roubas minhas respostas. Teu rosto, opunha loucura.
Perdi minhas verdades, e gozo não achei.
Competi nesse jogo com o que restou de mim.
E nele agora, se perde, a minha última bem-aventurança.
Este peito já morre... despercebido e fugaz.
Pausa o suspiro veemente, cala o fragor. 
Lança-te ao longe! 
Que meu peito despertou.
De sorte, que não me queiras,
tão embaraçados estamos.
Está traçado o plano:
Eu não te quero 
nem tu me queres!

Monique Forte (Ago/00)

Loucura Santa

Nos prazeres destas frases 
Me lanço em teus lábios...
A insensatez domina e me entrego,
me devasso.
Que loucura de inteireza santa!
Que enfeites de parnaso!
Os delírios embebedam
e meus passos já indiscretos
- foram teus olhos  fixados no meu corpo -
preciso fugir destes alucinógenos,
que me percorrem as veias incessantemente.

E nossos corpos se moldavam assim:
O suor que escorria de pavor e pressa.
Suas mãos que traziam loucura e reza.
Tua língua e o escuro, me desorientam.
Afligem o momento e aguçam meu desejo!
No silêncio meu gemido pôde-se ouvir.
Mas incertezas aumentam... 
porque teus outros prazeres, me expulsam de ti.
E nesse conter de postura aprazível, que configura,
a noite mais tranquila e aleivosa,
sem palavras qual toda prosa é impossível de descrevê-la.



 Monique Forte (2011)