segunda-feira, 20 de julho de 2009

Paixão Obsedante

Poetisa da Dor

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Paixão Obsedante

Meu olhar expressivo quer dizer dessa saudade.
Um despudor me invade e não me quer deixar.
No leito dos amantes  tua mulher eu sou.
Me desfaço em delírios deliciando teu sabor.
Não contente entre os deleites,
teus braços me servem de rede onde posso debruçar.
Tuas mãos trazem tormento.
Sua boca...a loucura, a reza e o alento.
Sua força... a destreza, a pressa
que me insiste dominar.
A libido que transborda
e nos funde, me recorda,
uma noite tranquila e aleivosa
que qualquer prosa não pode contar.
E, incessantemente, eu te busco
em minha frente
querendo em teus olhos, olhar.
Tocar teu rosto, sentir teu suor pavoroso
da ânsia de me beijar.
Mas o desejo intenso
nos cala um momento
deixando meditar
nos amores que morreram
e que não vão voltar.
Essa força que configura
nos reporta à vida dura,
que não deixa esbanjar a sorte das paixões obsedantes.
Tal encontrada, mas que distante nos segue o caminhar.

Monique Forte em 20/06/2009 



domingo, 19 de julho de 2009

Decepção


Mínima verdade


Lembranças


Um homem que não existe


Labirinto da Penumbra


Memorial


Querer Mutilado


Saudoso és amor.
Não importa os olhares 
de devassos ignotos,
sem a ternura
que para viver, me vale.
Quiseras não me ter deixado.
Mas se foi, insosso.
Também possuíra, contudo,
destes males dos ignotos.
Há dolência no meu peito ainda,
quando vejo teu desejo num'outra.
Faz calar-me nos cantos,
nas beiradas, laceradas desse peito
que amar, quem sequer ousa...
Mas que seja a sequidão dos dias,
na solidão que sobre mim repousa.
Quem como na nostalgia lembro
dos beijos tantos que deste 
em minha boca. 
Plangentes melodias
dizem dessa saudade.
Tão subitamente, o fim que desejaste
por tão pouco prazer aventurado.
Provei do abandono.
Um prazer tão mutilado!
Que me deixa livre, sem dono...
que nem o tal sequer será amado.

Monique Forte em 25/03/03