quinta-feira, 22 de maio de 2014

À Memória de meus Poemas!


Meu dicionário expressivo
incansavelmente é relido,
e tão somente indecorável.
Ver tua capa me cerram os olhos,
tocar-te me destrói o tato.
Avassalador tufão dos pesares!
Por quantas vezes se fará mais forte?
Que várias chances de má sorte
És tu comigo minha solidão.
Solidez da vida minha!
Nesse peito não se cansa por insípida?
Assim como em todo instante,
algo nasce ou morre fulminante...
És tu comigo, meu dicionário...
Que não se farta destas páginas...
Triste relação há com tua criadora,
Te carregar comigo dá fadiga.
Te guardar me entopem as veias...
Lamento a frieza contigo, amigo.
Mas tu és a minha dor, e tu só,
aquele que me ouve.

Monique Forte 12/01/1996

Lembranças

Você se foi naquele dia.
Nas vezes que eu quis teu colo.
Mal qual vida não tem perdas?
E quem no mundo sabe
suportar as mesmas?

Um violão e tantas notas
que não vão até você.
Cantando em melodias a minha vida,
mas você não ouviu.
Tenho dito ainda sem cansaço,
seja meu.
Notas nesse céu são meus lamentos...
Até onde elas irão? Nos teus ouvidos ou no infinito?
Debalde eras tu comigo nessa dor
irreparável do tempo que já se perde
nessa tarde inefável.
E quantas mais hão de surgir?
Nessa gangorra de alegrias e tristezas.
Quão suaves as tuas risadas,
e nas lembranças, ecoam em canto,
num vazio, no ermo da noite,
teus gestos já não presentes,
e o pranto
que no seio já era farto,
cresce sem pudores, e
se alimenta sem tempo exato.

(Monique Forte - 10/03/02)

domingo, 5 de agosto de 2012

O silêncio é a ferramenta da observação que carrega mais verdades que as palavras. A verdade só é proveitosa quando dita em momento oportuno, ou não dita quando útil para fortalecer o coração que suporta o que fere profundamente a alma sem dizer qualquer coisa desnecessária.    (05/08/2012)

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Doce Bandido

Ah, doce bandido!
tiveras a convicção da beleza, tão negra!
Da volúpia ardente, que sangra! 
Nestas gotas, tu encantas
Quão amargas e sem sinais.
Teus lábios de puros gestos indiscretos,
usurpam meu corpo, mas a alma rejeita conquistar.
E se a mente tal coisa me revela, teu sorriso, me enterra...
Insensato... fingindo verdade, enganado estás!
Parecia tão sublime sentimento, mas opõe a jaz sequidão.
Regresso e escondido é meu sorriso 
tão mudo, insípido.
E tu, não ousa acalentar...  Bandido! 
 Tu roubas minhas respostas. Teu rosto, opunha loucura.
Perdi minhas verdades, e gozo não achei.
Competi nesse jogo com o que restou de mim.
E nele agora, se perde, a minha última bem-aventurança.
Este peito já morre... despercebido e fugaz.
Pausa o suspiro veemente, cala o fragor. 
Lança-te ao longe! 
Que meu peito despertou.
De sorte, que não me queiras,
tão embaraçados estamos.
Está traçado o plano:
Eu não te quero 
nem tu me queres!

Monique Forte (Ago/00)

Loucura Santa

Nos prazeres destas frases 
Me lanço em teus lábios...
A insensatez domina e me entrego,
me devasso.
Que loucura de inteireza santa!
Que enfeites de parnaso!
Os delírios embebedam
e meus passos já indiscretos
- foram teus olhos  fixados no meu corpo -
preciso fugir destes alucinógenos,
que me percorrem as veias incessantemente.

E nossos corpos se moldavam assim:
O suor que escorria de pavor e pressa.
Suas mãos que traziam loucura e reza.
Tua língua e o escuro, me desorientam.
Afligem o momento e aguçam meu desejo!
No silêncio meu gemido pôde-se ouvir.
Mas incertezas aumentam... 
porque teus outros prazeres, me expulsam de ti.
E nesse conter de postura aprazível, que configura,
a noite mais tranquila e aleivosa,
sem palavras qual toda prosa é impossível de descrevê-la.



 Monique Forte (2011)

quarta-feira, 16 de março de 2011

Assim como as estações, as pessoas têm a habilidade de mudar. Não acontece com freqüência, mas quando acontece, é sempre para o bem. Algumas vezes leva o quebrado a se tornar inteiro de novo. Às vezes é preciso abrir as portas para novas pessoas e deixá-las entrar. Na maioria das vezes, é preciso apenas uma pessoa que tenha pavor de demonstrar o que sente para conseguir o que jamais achou possível.


(autor desconhecido)
"Estou crendo que para este mundo contaminado, os sentimentos sublimes também sejam descartáveis"


sexta-feira, 11 de março de 2011

Teu Enigma


Eu crio palavras
e dissonantes rimas.
Afáveis e amargas 
de duração contínua.
Fazendo uma vida
moribunda na estrada
ora andando, ora sentada, vaga.
Eu crio versos pra você decifrar.
Pra que em tua amante louca
você pense, sem hesitar.


Monique Forte em 09/03/2011

Um Sonho de Infância



Noites e dias você me faz pensar
se o segredo da vida,
hei de encontrar.
Se um destino irei descobrir.
E sentindo emoção plena que me faça sorrir.
Mas tudo que é pequeno, 
você põe em questão.
E assim me interrogo 
e penso que não.
Que a vida não deixa
emoção plena eu sentir,
emoção tanta que me faça sorrir.
E paro tudo de novo, te ouvindo falar
que sou linda, maravilhosa e 
te faço sonhar.
Teu bom dia, teu boa noite, me faz recitar
versos de uma criança, que aprende a amar.
Criando um mundo pra gente brincar.

Monique Forte em 09/03/2011







Teus Cuidados

Dispensar teus cuidados
É loucura, insanidade.
Mas culpo essa vida triste 
de trágicas verdades
que definham e matam.
Meu semblante de criança
só encontro em teus braços, másculos.
Tua força, teu desejo
me despia 
me velava
me sacia.
Só preciso saber que você vive,
porque tua existência me alegra
e tuas risadas infantis.
Para que essa poeta
sem prosas,
sem palavras, sem versos 
e maiores expressões,
sonhe com ousadia.
A valentia de imaginar,
que dia-a-dia,
eu possa te encontrar.
E trazer vida, a minh'alma
morta, que cansou de sonhar.

Monique Forte em 04/03/2011





segunda-feira, 20 de julho de 2009

Paixão Obsedante

Poetisa da Dor

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Paixão Obsedante

Meu olhar expressivo quer dizer dessa saudade.
Um despudor me invade e não me quer deixar.
No leito dos amantes  tua mulher eu sou.
Me desfaço em delírios deliciando teu sabor.
Não contente entre os deleites,
teus braços me servem de rede onde posso debruçar.
Tuas mãos trazem tormento.
Sua boca...a loucura, a reza e o alento.
Sua força... a destreza, a pressa
que me insiste dominar.
A libido que transborda
e nos funde, me recorda,
uma noite tranquila e aleivosa
que qualquer prosa não pode contar.
E, incessantemente, eu te busco
em minha frente
querendo em teus olhos, olhar.
Tocar teu rosto, sentir teu suor pavoroso
da ânsia de me beijar.
Mas o desejo intenso
nos cala um momento
deixando meditar
nos amores que morreram
e que não vão voltar.
Essa força que configura
nos reporta à vida dura,
que não deixa esbanjar a sorte das paixões obsedantes.
Tal encontrada, mas que distante nos segue o caminhar.

Monique Forte em 20/06/2009 



domingo, 19 de julho de 2009

Decepção


Mínima verdade


Lembranças


Um homem que não existe


Labirinto da Penumbra


Memorial


Querer Mutilado


Saudoso és amor.
Não importa os olhares 
de devassos ignotos,
sem a ternura
que para viver, me vale.
Quiseras não me ter deixado.
Mas se foi, insosso.
Também possuíra, contudo,
destes males dos ignotos.
Há dolência no meu peito ainda,
quando vejo teu desejo num'outra.
Faz calar-me nos cantos,
nas beiradas, laceradas desse peito
que amar, quem sequer ousa...
Mas que seja a sequidão dos dias,
na solidão que sobre mim repousa.
Quem como na nostalgia lembro
dos beijos tantos que deste 
em minha boca. 
Plangentes melodias
dizem dessa saudade.
Tão subitamente, o fim que desejaste
por tão pouco prazer aventurado.
Provei do abandono.
Um prazer tão mutilado!
Que me deixa livre, sem dono...
que nem o tal sequer será amado.

Monique Forte em 25/03/03