À Memória de meus Poemas!
Meu dicionário expressivo
incansavelmente é relido,
e tão somente indecorável.
Ver tua capa me cerram os olhos,
tocar-te me destrói o tato.
Avassalador tufão dos pesares!
Por quantas vezes se fará mais forte?
Que várias chances de má sorte
És tu comigo minha solidão.
Solidez da vida minha!
Nesse peito não se cansa por insípida?
Assim como em todo instante,
algo nasce ou morre fulminante...
És tu comigo, meu dicionário...
Que não se farta destas páginas...
Triste relação há com tua criadora,
Te carregar comigo dá fadiga.
Te guardar me entopem as veias...
Lamento a frieza contigo, amigo.
Mas tu és a minha dor, e tu só,
aquele que me ouve.
Monique Forte 12/01/1996
quinta-feira, 22 de maio de 2014
Lembranças
Você se foi naquele dia.
Nas vezes que eu quis teu colo.
Mal qual vida não tem perdas?
E quem no mundo sabe
suportar as mesmas?
Um violão e tantas notas
que não vão até você.
Cantando em melodias a minha vida,
mas você não ouviu.
Tenho dito ainda sem cansaço,
seja meu.
Notas nesse céu são meus lamentos...
Até onde elas irão? Nos teus ouvidos ou no infinito?
Debalde eras tu comigo nessa dor
irreparável do tempo que já se perde
nessa tarde inefável.
E quantas mais hão de surgir?
Nessa gangorra de alegrias e tristezas.
Quão suaves as tuas risadas,
e nas lembranças, ecoam em canto,
num vazio, no ermo da noite,
teus gestos já não presentes,
e o pranto
que no seio já era farto,
cresce sem pudores, e
se alimenta sem tempo exato.
(Monique Forte - 10/03/02)
Nas vezes que eu quis teu colo.
Mal qual vida não tem perdas?
E quem no mundo sabe
suportar as mesmas?
Um violão e tantas notas
que não vão até você.
Cantando em melodias a minha vida,
mas você não ouviu.
Tenho dito ainda sem cansaço,
seja meu.
Notas nesse céu são meus lamentos...
Até onde elas irão? Nos teus ouvidos ou no infinito?
Debalde eras tu comigo nessa dor
irreparável do tempo que já se perde
nessa tarde inefável.
E quantas mais hão de surgir?
Nessa gangorra de alegrias e tristezas.
Quão suaves as tuas risadas,
e nas lembranças, ecoam em canto,
num vazio, no ermo da noite,
teus gestos já não presentes,
e o pranto
que no seio já era farto,
cresce sem pudores, e
se alimenta sem tempo exato.
(Monique Forte - 10/03/02)
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