Saudoso és amor.
Não importa os olhares
de devassos ignotos,
sem a ternura
que para viver, me vale.
Quiseras não me ter deixado.
Mas se foi, insosso.
Também possuíra, contudo,
destes males dos ignotos.
Há dolência no meu peito ainda,
quando vejo teu desejo num'outra.
Faz calar-me nos cantos,
nas beiradas, laceradas desse peito
que amar, quem sequer ousa...
Mas que seja a sequidão dos dias,
na solidão que sobre mim repousa.
Quem como na nostalgia lembro
dos beijos tantos que deste
em minha boca.
Plangentes melodias
dizem dessa saudade.
Tão subitamente, o fim que desejaste
por tão pouco prazer aventurado.
Provei do abandono.
Um prazer tão mutilado!
Que me deixa livre, sem dono...
que nem o tal sequer será amado.
Monique Forte em 25/03/03

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